Dias de chuva me lembram nossa promessa de “eu te amo demais pra te deixar ir embora.”
Dias de sol, dias estrelados, dias felizez, dias.
Penso em você, sempre que me resta tempo.

Sobre o tempo, sempre o tenho.
Se for por você, mais tempo ainda.
Tempo que não se calcula em relógio.

Te vejo vindo em minha direção,  com a ponta do nariz manchado de tinta.
Azul anil.
Que desastre encantador!
Seu cabelo, precisamente nesse instante, tem todos os raios de luz navegando dentre cada fio.
Iluminam sua fronte.
Detalhes tortos e falhos, se unem e formam o fulgurante rosto que esplandece.
Salientando uma genuinidade, que não existe.

Eu te sinto.
Sinto o conforto e agasalho-me de sentimentalidades.

Suspiro.

Por instantes me perguntam o que foi.
É! O que foi?

Não preciso falar...
Olhe meus olhos. Consegue se ver?
Se depare na delicadeza de um simples sorriso extasiado pro mundo.

Dizem que olhos – raros – logram sorrisos.
Se é verdade, não são sorrisos.
São fragmentos de você.

Me fizestes luz.
Inerente.
E eu te amo.

Agora.

Queria estar no Rio de Janeiro, sentada na areia quente de final de tarde, tragando paz, rindo até a barriga doer, enquanto falo das bobagens da vida pra um estranho qualquer. 
Ou pra você.
Suspirar bem fundo... e sentir o cheiro bom de viver.

Se é isso que eu quero da vida?
Da vida é muita coisa. 
Isso aí pra mim seria suficiente agora, e amanhã eu pensaria no resto.

     Paulynne Alves

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